|
|
|
|
| Página Principal » História do Concelho |
História do Concelho |
História do Concelho de Lisboa
Diz a lenda popular que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói grego Ulisses, e que tal como Roma o seu povoado original foi rodeado por sete colinas.
O clima ameno, a abundância de fauna e flora terão determinado a sua ocupação pelos povos primitivos.
A partir da colina do Castelo, a cidade foi crescendo. Fenícios, Gregos e Cartaginenses fundaram colónias em Lisboa. Os romanos consolidaram a sua vocação portuária e piscatória. Construíram-se numerosos edifícios, nomeadamente fórum, templos, termas, palácios, vilas e um teatro.
Por volta de 205 a.C. os Olisiponenses estabeleceram uma aliança estratégica com os romanos, lutando lado a lado com as legiões, conquistando a vitória e sendo absorvida no império e recompensada com a atribuição de cidadania romana, um privilégio raríssimo já naquela época para povos não italianos.
Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África e construiu-se a Cerca Moura, destacando-se no seu interior a alcáçova e a medina. A Lisboa mourisca desenvolveu-se com a construção de novos bairros, dentro e fora dos muros, num percurso labiríntico ainda existente no Bairro de Alfama.
D. Afonso Henriques concedeu-lhe foral em 1179 e Lisboa tornou-se capital do reino em 1255, devido à sua localização estratégica. A seguir à reconquista foi instituída a diocese de Lisboa que, no século XIV, seria elevada a metrópole (arquidiocese).
Nos últimos séculos da idade média, Lisboa expandiu-se e tornou-se um importante porto com comércio estabelecido com o norte da Europa e com as cidades costeiras do Mar Mediterrâneo. Em 1290 o rei D. Dinis mandou estabelecer a primeira universidade de Portugal em Lisboa (que foi transferida para Coimbra em 1308), a cidade então já dispunha de grandes edifícios religiosos e conventuais que, a par do Rossio, eram os espaços públicos mais importantes.
Dom Fernando I, "o Formoso", construiu a famosa Muralha Fernandina, porque a cidade crescia rapidamente para fora do perímetro inicial. Começando pelo lado dos bairros mais pobres e acabando nos bairros da burguesia.
Após a morte de D. Fernando de Portugal, o reino passaria para o Rei de Castela, D. João I de Castela. Depois de 2 anos sem Rei, os burgueses ganham a luta, com as suas ligações inglesas e capitais avultados: o Mestre de Avis é aclamado D. João I de Portugal, vencendo o cerco de Lisboa de 1384, e a Batalha de Aljubarrota sob liderança de Nuno Álvares Pereira em 1385 contra as forças de Castela e dos fidalgos do Norte.
De Lisboa partiram numerosas expedições na época dos Descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497-1498, reforçando também com este feito, a condição de grande porto e centro mercantil na Europa.
Após terminarem as guerras e conflitos entre os conservadores e liberais, Lisboa, tendo perdido o ouro e monopólio dos produtos do Brasil, a fonte de toda a sua riqueza desde o fim do século XVI encontrava-se numa situação económica desesperada.
No início do século XVIII, no reinado de Dom João V, a cidade foi dotada de uma grande obra pública, extraordinária para a época: o Aqueduto das Águas Livres.
A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal, reagindo celebremente às ruínas do terramoto, terá dito que era necessário enterrar os mortos, cuidar dos vivos e construir a cidade. Uma ideia que vai desenvolver de seguida a nível da economia e sociedade. A parte central da reconstrução de Lisboa designar-se-ia por Baixa Pombalina. A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço.
A primeira é o centro comercial de Lisboa, tradicional ponto de encontro, aí se encontram os mais antigos cafés, teatros e restaurantes
A segunda, corolário da Lisboa pombalina, porta aberta para o Tejo, local de partida e chegada, com as suas arcadas, arco do triunfo e monumento do rei D. José I é uma das mais belas praças do mundo.
No século XIX, o liberalismo introduz uma nova vivência social; os principais locais eram a Baixa e a zona elegante do Chiado onde surgiam as lojas, tabacarias, cafés, livrarias, clubes e teatros. O desenvolvimento industrial e comercial determinou o crescimento da cidade, traçado para o interior a partir da abertura da Avenida da Liberdade em 1879.
O Estado Novo expandiu e embelezou a cidade, segundo moldes nacionalistas e monumentais. Surgiram novas urbanizações e edifícios públicos, modificou-se a zona de Belém com a Exposição do Mundo Português e, na periferia da cidade, apareceram bairros sociais. A inauguração da ponte sobre o Tejo possibilitou uma rápida ligação entre as duas margens do rio.
Nos anos 90, lançam-se as bases para a reabilitação dos bairros históricos. Valoriza-se o património cultural e arquitectónico, recupera-se toda a zona ribeirinha agora local de lazer e convívio, constrói-se a nova ponte Vasco da Gama, reabilita-se toda a área Oriental para a realização da Exposição Mundial dos Oceanos (Expo 98).
|
|
|
Para anunciar no Lisboa Portal conheça as nossas Soluções de Publicidade Online.
Pode também consultar as nossas Promoções, ou enviar-nos um email para info@lisboaportal.com
|
|
|